terça-feira, 26 de julho de 2011

Amy e seu estilo



Fiquei bem triste com a morte da Amy “casa de vinho”, mas como muita gente, já esperava que ela tivesse esse fim, mas não tão cedo assim. Além de excelente cantora ela foi mais uma celebridade que inspirou milhares de mulheres com seu estilo diferenciado e marcante. Foi em 2006, quando estourou seu segundo album “Back to Black” que Amy consagrou seu estilo à moda antiga, nada de inovações e nem surpresas em seus ‘looks’. A surpresa estava na elegância e no estilo autentico da cantora (muito difícil de ser encontrado hoje em dia), que não se preocupava em ficar desfilando com roupas que acabaram de sair das passarelas das semanas de moda da Europa.

Ela inspirou o mundo todo, até o estilista alemão Karl Lagerfeld declarou ser a britânica um dos seus ícones fashion, e em um desfile da Chanel vestiu suas modelos com os cabelos e mesma maquiagem que a dela. A revista Vogue, edição francesa, também fez um ensaio com a modelo brasileira Isabelli Fontana vestida de Winehouse.

No final de 2010, a estrela anunciou a criação de sua própria linha de roupas em parceria com a grife britânica Fred Perry – da qual era cliente e na qual se sentia traduzida. Os vestidos inspirados na moda dos anos 40 e 50 sempre foram sua marca registrada fashion. Retrô, olhos puxados em gatinho bem marcado, cabelos em cone, quase uma Marge Simpson, um corpinho mignon, miudinho, repleto de tatuagens e um jeito de se vestir tão Amy Winehouse.

Sua figura com jeito de antiga não era montada apenas em brechós. Ela tinha o dom de fuçar lojinhas de Camden Town (bairro em Londres onde tem o mercado mais popular ao ar livre com barracas, lojas, pubs e restaurantes) e outras vizinhanças para levar ao estrelato roupinhas baratas, numa atitude de coragem fashion. Nada de dependência de grifes. Sabia fazer seu estilo, como tanto sugerem os manuais de bem vestir, e as revistas femininas.

Ela era um estilo. Em seu espelho, o reflexo de tules e sapatilhas, imagens de balé subvertidas, assim como o uso insistente da lingerie à mostra. A saia lápis e o corpete também estavam sempre no figurino, assim como as blusinhas pólo, tão inversamente comportadas para aquela Amy. 



Querendo ou não, Amy entrou para o ról de músicos que influenciaram profundamente a moda e deixaram um legado fashion, a exemplo de Kurt Cobain (retrato da estética grunge), Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix – todos, como Amy, mortos aos 27 anos de idade.

Que Deus ampare essa alma que apesar de ter morrido por causa de drogas foi uma pessoa que trouxe muita beleza com sua musica, sua voz maravilhosa e seu estilo inconfundível. Com certeza marcou época e será lembrada sempre como uma diva.
Beijos a todos os fãns da eterna Amy Winehouse e até o próximo post =C;*







domingo, 3 de julho de 2011

Frio , chuva e moda!


A preguiça toma conta do corpinho neste domingo. O dia se resumiu em sono, bocejos, caricias dos gatos, comidinhas quentes, cerveja preta, violão, filme, risadas e pra finalizar, moda. E por que não pensar em moda pra ficar em casa? Não é porque se esta em casa a vontade que precisa estar largada, afinal, um dia preguiçoso merece roupas confortáveis!

Desde o final de 2008 o loungewear ou homewear ganham espaço no guarda roupa feminino. Nada mais são do que roupas para ficar em casa ou roupas gostosas para se usar em qualquer lugar. Com modelos confortáveis, com tecidos macios e de bom caimento o loungewear veio da inspiração dos pijamas, como combina com uma tarde de lazer, mas também com trabalho em casa e compromissos informais, essa tendência virou a queridinha dos profissionais liberais.  A pouca verba de muita gente para gastar em restaurantes, balada, barzinhos também fazem como que preferimos passar mais tempo em casa, e lógico, neste frio, pra que melhor ficar em casa, tomar um vinho com os amigos e estar confortável e bela ao mesmo tempo?  Assim, juntar o corte e o caimento de roupas do nosso dia-a-dia com o conforto irresistível dos pijamas cabem calças amplas como a saruel, pantalonas, vestidos soltos e de manga longa, macacões e batas, tudo com toque macio e formas largas, que não prendem o movimento nem marcam o corpo. Os tecidos vão dos mais luxuosos, como seda, jérsei e cashemere, aos populares moletom, malha, atoalhados, flanela, piquê, plush e alguns com fibras naturais, como algodão e linho . “É o jeito feel good de se vestir que chegou para ficar', diz Gela Nash-Taylor, sócia-fundadora da Juicy Couture, uma das pioneiras no loungewear dos Estados Unidos - desde a década de 90 a marca investe nesse filão.

Para o loungewear sair do sossego do lar e encarar a maratona diária é sugerido a adoção de acessórios com pitadas de luxo. Uma calça de plush com bom corte pode ser usada com salto grosso e camisa, por exemplo. Esse conceito não deve passar tão cedo. De forma-geral para possibilitar conforto, as malhas são ótimas mesmo. Não esquecendo o mantra: à vontade sim, desleixada, nunca.
Bom, agora com licença que a cama me chama... ;)
 Good night!





terça-feira, 21 de junho de 2011

Um pouquinho sobre a historia da moda

Digamos que sua fase inaugural é no século 14. De lá até o século 19 ocorre um estágio artesanal e aristocrática. Antes disso há uma história do vestuário nas sociedades primitivas, da Antiguidade e da Idade Média, baseada numa visão conservadora de reprodução e respeito ao passado. Durante séculos, os trajes permaneceram praticamente imutáveis e foi somente com o aparecimento de uma lógica estética autônoma, na vontade do individuo se diferenciar dos demais que a metade do século 14 transformou principalmente a alta sociedade da época a ser tomando de um desejo de novidades, com a possibilidade de exercer o individualismo. Naquele momento houve uma revolução no vestuário, nascia então o que hoje chamamos de moda, tendo trajes nitidamente diferenciados para homens e mulheres.
Bom, daí com o crescimento da burguesia ocorre também uma expansão da moda. Ao longo dos séculos 16 e 17, os trajes que eram exclusivos das classes nobres passaram também a ser os dos novos ricos, oriundos das atividades bancárias e do comércio. No século 18, a média e a pequena burguesia urbana também começaram a poder seguir a moda, ainda que sem o mesmo luxo e a ostentação da aristocracia, mas já era possível desfrutar de uma certa liberdade individual estética que no início se restringia aos monarcas e agora já alcançava classes sociais intermediárias.
Nessa transformação que possibilitou o surgimento da moda contribuíram, além das questões sociais, as condições econômicas e históricas na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. O crescimento econômico, motivado pelo comércio e trocas internacionais, o renascimento urbano e o desenvolvimento das manufaturas e das fábricas de tecidos e o início da formação dos estados nacionais, possibilitaram às nobrezas e à burguesia em ascensão dedicarem mais tempo para desfrutar do desenvolvimento material e dos prazeres mundanos.
 Mas é a partir do final do século 19 e durante o século 20 que a moda se estabelece como a concebemos atualmente. O gosto e o desejo pelo novo ganharam novas dimensões, tornaram-se mais intensos e freqüentes, e o acesso à moda chegou às classes mais baixas. É nesse momento que surgem a Alta Costura e a confecção industrial. Apesar de dominantes, esses dois modos de fazer moda convivem ainda com as pequenas confecções e com as pessoas que preferem produzir suas próprias roupas.
A Alta Costura é composta por criações de luxo feitas sob medida. Cabe a ela inovar e lançar as tendências da moda para as próximas estações. Já à confecção industrial cabe normalmente reproduzir essas tendências em peças com qualidade muito inferior, mas com preços acessíveis às diferentes camadas sociais.
O marco do surgimento da Alta Costura é a abertura entre 1857 e 1858 em Paris, no ateliê de costura de Charles-Frédéric Worth, em plena Revolução Industrial, ele inovou ao desenvolver modelos inéditos e sob medidas para suas clientes. Além disso, as peças eram apresentadas por mulheres jovens que as desfilavam pela loja. Worth fundou com sua iniciativa um modelo de negócios que estabeleceu as diretrizes da Alta Costura: criações exclusivas, lançamento de tendências, elevação do costureiro à condição de artista e a promoção de espetáculos publicitários sazonais baseados em grifes e modelos (manequins vivos).
Desde então, a Alta Costura projetou nomes de criadores que viraram sinônimo de sofisticação e bom gosto. Roupas, sapatos, bolsas, óculos, cintos, perfumes e cosméticos que levem a assinatura de costureiros como Giorgio Armani, Coco Chanel, Yves Saint Laurent, Emanuel Ungaro, Givenchy, Jean-Paul Gaultier, Dolce e Gabbana, Karl Lagerfeld, Christian Dior e Donatella Versace, entre outros, são objetos de desejo ao redor do mundo.
Mas esse fenômeno é fruto essencialmente também da adesão das casas da Alta Costura a um novo modo de fazer moda que surge em 1949, o prêt-à-porter (que significa algo como “pronto para usar”). A idéia de produzir industrialmente roupas com um acabamento superior e que seguissem as tendências da moda, mas que fossem economicamente acessíveis, norteou o surgimento do prêt-à-porter. Após os primeiros anos quando procurou apenas imitar os padrões da Alta Costura, o prêt-à-porter deu uma guinada nos anos 60 e começou a oferecer um conceito de moda voltado à juventude e à audácia. O surgimento da cultura jovem a partir dos anos 50 e da elevação do adolescente à condição de consumidor foram elementos fundamentais para a renovação que o prêt-à-porter provocou no mundo da moda. O primeiro costureiro da Alta Costura a aderir ao estilo prêt-à-porter foi Pierre Cardin em 1959.
Desde então, as últimas décadas têm mostrado o surgimento de múltiplos focos criativos do modo de se fazer moda, com o rompimento da homogeneidade de padrões e o predomínio de uma tolerância coletiva em termos de vestuários.
Mesmo com essa “democratização” da moda, prevalece ainda nas sociedades urbanas e ocidentais o desejo por roupas e acessórios de grifes como forma de distinção e até mesmo aceitação social. Paradoxalmente, o desejo de se individualizar a partir da aparência caminha lado a lado com o de se identificar com o seu grupo social, sua “tribo”, também através da aparência, o que leva a uma homogeneidade de estilos ditada pelas múltiplas modas.
Na avaliação de Gilles Lipovetsky (um estudioso do assunto e filósofo francês) a moda une o conformismo e o individualismo desde o seu começo. Para ele, a evolução da moda não levou a uma explosão de originalidade individualista, mas a uma neutralização progressiva do desejo de distinção no vestuário. Mas, ressalta que por outro lado o individualismo no vestuário aumentou notavelmente, pois atualmente nos vestimos mais em função de nossos gostos do que por conta de uma norma imperativa e uniforme. Por tanto, moda é a gente quem faz e usa quem quer!

Mais sobre Gilles Lipovetsky: já afirmava que: o assunto “moda" não provoca
entusiasmo na esfera intelectual, pois a moda é celebrada no museu, nas ruas, na
indústria e na mídia, e quase não aparece no questionamento teórico das cabeças
pensantes.
Editoras de livro publicam anualmente diversos materiais sobre moda, mas ao
estabelecer a classificação quanto ao tipo de sessão ou a área de conhecimento, acabam
se equivocando ou entrando em contradição. Uma observação superficial já possibilita
perceber que é comum a relação feita entre moda e futilidades.

Para quem se interessou nesta analise de moda como fenômeno social, suas metamorfoses e conceitos, indico o livro O Império do Efêmero do Gilles. Inicialmente, aborda a emergência da moda no final da Idade Média, assim como as linhas principais de sua evolução a longo prazo.

Outro livro que acho altos massa é o O Design do Século, do escritor Michael Tambini, que traz um apanhado geral da evolução do design durante o século 20. A parte sobre moda mostra as principais mudanças nas roupas femininas, masculinas e infantis, além de chapéus e sapatos. Para quem gosta de perceber  as mudanças entre os séculos e ver que a moda caminha e colabora com a mudança dos tempos é um ótimo livro, alem de que, esses livros são muito inspiradores.

Por hoje é só pessoal! Espero receber comentários positivos ou construtivos ;)
Beijos!

Iniciando na madruga


Ao som de Aerosmith resolvi criar um blog, VIVA, finalmente ele foi criado! Espero gostarem do que irão ler!
Bem, fiquei pensando que assunto poderia abrir minhas matérias e resolvi apenas escrever sobre o que essa palavra “moda” tanto representa.
Quando me perguntam o que fiz de faculdade, qual a minha profissão, em pós graduação de quê estou me especializando, percebo que muitas pessoas ficam um pouco perdidas pois não entendem direito o que é ser formada nisso. Pois bem, ao contrario do que muitos pensam, moda não é apenas roupa, moda é desejo de comunicação! Nos vestimos não apenas para tapar o corpo, usamos da roupa para nos expressar, seguimos tendências para nos atualizar no mundo, afinal tudo pode ser representado na roupa, na atitude do momento. Usamos certos estilos para demonstrar quem somos e o que queremos. A moda é um fenômeno que nos faz mudar hábitos, costumes e realidades sociais. Moda se faz, porem estilo se tem, moda é a extensão da personalidade, alguns tem, outros apenas seguem tendência para se igualar a sociedade por um todo.
E é nesse embalo que abro portas ao meu próximo post.